2 dias atrás
Terça-feira, Dezembro 01, 2009
Pessoas são substituíveis
Tenho andado com um nó na garganta e uma dúvida acompanha a todos os meus pensamntos que é a seguinte: o que me falta é ter menos sentimento ou menos razão? Ao longo de meus 18 anos me tornei uma pessoa amarga e totalmente pessimista. Circunstâncias e pessoas me transformaram nessa frigidez ambulante. O problema do ser humano, em especial a mulher, é esperar coisas boas dos outros. Eu aprendi a esperar apenas as ruins porque sempre me foram prevalecedoras. E agora eu não sei mais o que são coisas boas? Aliás, sei, mas como uma música que me mandaram há dias atrás "after the rain comes sun, and after the sun comes rain again". Eu lamento todo os dias por ser essa pessoa "infeliz". E como uma forma de defesa ou de contra-ataque, aprendi a ser áspera e fria. Talvez eu precise mesmo é amadurecer e saber que coisas acabam e começam o tempo todo; e se apegar a elas é um erro sem volta. Eu preciso exclamar e extrair o que tem me sufocado. Mas aí eu penso que não adianta, porque volta tudo de novo e esse ciclo acúmulo-excreção me é cansativo. E me sai caro. Me custa tempo e vida. E tempo e vida são caros. Então eu me pego pensando no que possa ser melhor: esperar coisas boas, esperar as ruins ou simplesmente não esperar. Não esperar, não fazer, não falar. É como não respirar. Bota no piloto automático e assiste à tua vida passar tu entrares nela pra saber o sabor que ela tem. É doce? Amarga? Insossa? Vida insossa é uma merda. E aí eu paro e penso: se eu tenho o livre arbítrio de escolher me relacionar com quem eu quiser, por que não esperar coisas boas de alguém que eu escolhi pra isso? Mas aí, pluft! Acaba o sonho. E aí eu não mais penso, e sim vejo: Pra quê fantasiar toda essa coisa de alguém te dar coisas boas se o mundo é repleto de maldade e ninguém nesse mesmo mundo garante que esse alguém seja exceção? Se bem que ter certeza das coisas também é uma merda. E no final das contas eu não sei o que fazer, esse nó na gargante que não me deixa, essa inquietude com o que fazer com esse meu acúmulo de expectativas e, consequentemente, o que fazer com essa minha vida istável e essa minha cabeça maluca.
Terça-feira, Novembro 24, 2009
Carta ao passado
Essa carta é mais um pedido mesmo. Poxa, você tem me consumido tanto! Queria só um tempinho pra viver a parte do 'agora' da minha vida. Larga meu presente, cara, me deixa conseguir te tirar da cabeça um pouco. Às vezes eu fico parada, fumando um cigarro e tomando coca-cola, e nessa hora o que eu queria mesmo era não pensar. Ou pensar direito. Novo. Mas aí você aparece pra me atazanar outra vez. Lembrança é uma coisa, encheção de saco é outra. E o que você faz é encher a porra do saco. Torrar a paciência. Por que toda vez que eu ouço alguma música, leio um texto ou simplesmente ando na rua, o que deveria ser um ato com total ausência de pensamento, eu penso em você? Por que que eu não posso pensar no meu futuro, no que eu vou fazer daqui a cinco minutos ou daqui a cinco anos? Tem que ser o que acontecer há cinco meses atrás? Olha, meu querido passado, você é muito importante e necessário. Juro, necessário. Mas é que você tem me feito mal. Penso em você e me vem um nó na garganta, o coração dispara. E para. E dispara. A boca resseca e me dá vontade de fazer xixi. Muito xixi. É quase uma tortura. E olha, ser torturada pelo passado tem sido muito ruim. Insônia, sustos de madrugada, maus pressentimentos.. Qual é, tá querendo fazer o quê comigo? Fazer esforço pra não te manter na caixola tá me cansando demais. Essa rotina de exercitar o 'não pensar no passado' tem feito com que eu me esquecesse do meu presente. De mim. Eu esqueço do que eu sou, e fico pensando no que eu era, no que eu fiz, no que eu vivi.
Eu aqui, tentando escrever pra alguém que não vai ler. Pra alguém que sou eu. Meu passado.
Eu aqui, tentando escrever pra alguém que não vai ler. Pra alguém que sou eu. Meu passado.
Segunda-feira, Novembro 16, 2009
sobre o tempo
"Ele estava no mesmo lugar. Precisei me conter para não correr até ele. Tratei-o com frieza. Mas quando ele disse que o dia estava bonito hoje, não pude me segurar mais e sorri."
-Caio Fernando Abreu
Ai, meu Deus. É ele. Não, não é. Não pode ser. Com esses óculos? Não. É? É. É ele. E tá vindo! Ai, meu Deus. Respira. Já. Olha só você! Quanto tempo! Tá diferente, tá usando óculos desde quando? Ah sim. Então, tá tudo bem? É, comigo também. Eu, fria? Não, impressão sua. Juro, tô normal. Ah, vai, me dá um abraço. Cara, tinha esquecido do quanto eu amo esse teu cheiro de Patchouli. Ah, não, não faz isso comigo, por favor. Esss teus sussurros me dão um nó na garganta. Se eu lembro? É claro. Lembro sempre. Eu era louca por você e por essa nossa péssima relação maluca. Penso. Eu penso em você também. Vai, me olha nos olhos, segura a minha mão. Agora presta atenção: eu-sou-completamente-apaixonada-por-você. Eu sei, eu sei que a gente não dá certo, mas o que que eu posso fazer? Não, para! A nossa paixão precisa ser platônica. Irreal. Surreal. Para! Não me deixa mais doida pra te beijar. Eu vou embora, é melhor. Abraço. Te cuida. Tchau.
(...)
Oi. Voltei. É que eu não gosto de ficar longe, quando eu posso estar perto. Quero respirar o teu sabor mais um pouco. Eu gosto de ficar te olhando. De ver você me observar assim, pelo rabo do olho. Encabulada? Não. Sim. Mas quero que você encabule, só por hoje. Não, eu não acho melhor a gente conversar. É só olhar mesmo. Assim, de longe. Isso, essa distância tá bom. Tá bom, vamo, eu vou lá com você. A gente tá andando de mãos dadas, cara, que loucura! Não, não larga, o impulso me fez viajar no tempo pelas tuas mãos. Me deixa, não me larga. Ai, meu deus, o quê que eu tô fazendo? O quê que eu tô querendo? Ele tá no banheiro e eu aqui fora, esperando, nervosa. Lá vem. Respira. Já. Vamo, vamo voltar pra realidade. Mas me dá a mão de novo? Quero sentir a gente junto mais uma vez, só um pouquinho. Obrigada. Olha, aqui é o seu lugar. Vou te deixar aqui e ir embora. Não, eu não posso, eu não vou ficar. Por favor, esse abraço lento de novo não! Droga. Tá, eu vou embora agora. Vou pôr os pés no chão de novo, eu preciso. Você precisa. É, você também.
-Caio Fernando Abreu
Ai, meu Deus. É ele. Não, não é. Não pode ser. Com esses óculos? Não. É? É. É ele. E tá vindo! Ai, meu Deus. Respira. Já. Olha só você! Quanto tempo! Tá diferente, tá usando óculos desde quando? Ah sim. Então, tá tudo bem? É, comigo também. Eu, fria? Não, impressão sua. Juro, tô normal. Ah, vai, me dá um abraço. Cara, tinha esquecido do quanto eu amo esse teu cheiro de Patchouli. Ah, não, não faz isso comigo, por favor. Esss teus sussurros me dão um nó na garganta. Se eu lembro? É claro. Lembro sempre. Eu era louca por você e por essa nossa péssima relação maluca. Penso. Eu penso em você também. Vai, me olha nos olhos, segura a minha mão. Agora presta atenção: eu-sou-completamente-apaixonada-por-você. Eu sei, eu sei que a gente não dá certo, mas o que que eu posso fazer? Não, para! A nossa paixão precisa ser platônica. Irreal. Surreal. Para! Não me deixa mais doida pra te beijar. Eu vou embora, é melhor. Abraço. Te cuida. Tchau.
(...)
Oi. Voltei. É que eu não gosto de ficar longe, quando eu posso estar perto. Quero respirar o teu sabor mais um pouco. Eu gosto de ficar te olhando. De ver você me observar assim, pelo rabo do olho. Encabulada? Não. Sim. Mas quero que você encabule, só por hoje. Não, eu não acho melhor a gente conversar. É só olhar mesmo. Assim, de longe. Isso, essa distância tá bom. Tá bom, vamo, eu vou lá com você. A gente tá andando de mãos dadas, cara, que loucura! Não, não larga, o impulso me fez viajar no tempo pelas tuas mãos. Me deixa, não me larga. Ai, meu deus, o quê que eu tô fazendo? O quê que eu tô querendo? Ele tá no banheiro e eu aqui fora, esperando, nervosa. Lá vem. Respira. Já. Vamo, vamo voltar pra realidade. Mas me dá a mão de novo? Quero sentir a gente junto mais uma vez, só um pouquinho. Obrigada. Olha, aqui é o seu lugar. Vou te deixar aqui e ir embora. Não, eu não posso, eu não vou ficar. Por favor, esse abraço lento de novo não! Droga. Tá, eu vou embora agora. Vou pôr os pés no chão de novo, eu preciso. Você precisa. É, você também.
Domingo, Outubro 04, 2009
Ao Cidade nova Ver-o-Peso
Seu safado, quer dar uma de bonitão e pegar todo mundo. Mas quem pega você todo dia sou eu. Você é feio, às vezes cheira mal, às vezes tá cheio de amigos e eu odeio eles. E mesmo assim, todo dia eu corro pra entrar em você o mais cedo possível, enquanto você pode ser só meu e de mais alguns amigos mais íntimos, que esses sim, eu deixo. Alguns até conheço. O fato é que você não vale nada, mas eu gosto de você. Na verdade, eu preciso de você pra chegar em lugares que eu jamais iria se não fosse na sua companhia. Talvez um dia eu pare com essa necessidade diária de te ver, mas, por enquanto, nosso romance de meia hora por dia continua. Eu odeio quando você tá cheio de amigos e fica quente, suado, odeio as músicas que você ouve, odeio o jeito com que você mexe comigo, mas, infelizmente, eu preciso de você.
Quarta-feira, Setembro 30, 2009
Vem cá!
Acho que eu queria mesmo é ouvir a sua voz. Desde o colégio, quando essa minha tara por vozes grossas e/ou bonitas começou a despertar meu encanto pelos professores, ouvir uma voz bonita, de repente, se tornou mais interessante do que a beleza em si. E aí eu fico nessa esperança diárias da sua voz ser ridícula e me irritar, porque esse seu ray ban e essa tua bermudinha caída não tá dando.. Ou, de repente, o cheiro. Será que você é cheiroso? Usa Chorus? Não, não usa chorus não, por favor, não me mata de charme desse jeito. Talvez atravessar a rua pra te ver já esteja sendo demais. Fico olhando pra todos os lados, achando que alguém tá atrás daquela árvore, me espionando, que nem eu faço quando chega meio dia e você sai do trabalho. Acho que tô me arriscando, ouviu rapaz sem nome, sem voz, tô me arriscando por você. Tenho tudo pra ser feliz: um trabalho, um marido, chocolate na geladeira, uísque no armário, cigarro na cabeceira, e fico me sujeitando a atravessar essa rua fedorenta, que pra mim é quase que uma cidade inteira, só pra te ver. E de longe. Será que eu tô ficando louca? Devo estar. Mas dá pra falar um pouquinho perto de mim? Só quero ouvir a sua voz!
Domingo, Setembro 20, 2009
i do
Volta, fica aqui comigo. Ouve o meu silêncio. sente o meu coração, ele bate por você há tanto tempo! Vem, chega perto. Mais perto. Sente meu cheiro.. sentiu? É seu. Sabe, o John Lennon uma vez falou "Amo a liberdade, por isso deixo as coisas que amo livres. Se elas voltarem é porque as conquistei. Se não voltarem é porque nunca as possuí.". Você voltou. Voltou pra mim. E agora, meu amor, agora é pra valer. Vamo, vamo embora pro nosso mundo! Ele não tá longe, basta você chegar e me abraçar. Eu vou ouvir a nossa música pela enésima vez e chorar mais um pouco, sentindo a verdadeira sensação de estar completa. Porque a verdade é que eu sou a menina mais feliz desse mundo, com o namorado mais lindo do mundo. Porque ultimamente eu tenho chorado diferente. Porque hoje você me fez chorar felicidade. Porque pude sentir tuas palavras acariciando meu coração. Eu vi em você os meus sentimentos, e isso é maravilhoso, a gente se completa e vai crescendo junto, vai construindo junto o nosso amor a cada dia que passa. E eu amo tudo, cada carícia, tudo que faz parte dessa pessoa que nós dois, juntos, formamos. Você é a minha vida. Você é meu.
Domingo, Setembro 06, 2009
Uma luz no fim do túnel. Aula de geografia, ah, a geografia! O conhecimento básico mais profundo que eu já quis ter. Geografia, que pra mim sempre foi acompanhada do Valdemir, agora vinha acompanhada, também, de pessoas idiotas. Ou seja, respostas idiotas. A Revolução Verde! Cara, alguém falou uma coisa coerente! Era ela, a luz do fim no túnel. Se ela tinha nome? Tinha. Se chamava Julia, isso, a Julia dos Beatles ou a Anna Julia, dos Los Hermanos(....)
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