Às vezes me pergunto no que realmente acreditar quando se trata de minha personalidade.
Hoje, às 2h21 do dia primeiro de janeiro, usando uma roupa que não é minha e fumando um cigarro que não é meu, percebi que aquilo que minha amiga me disse é a mais pura verdade: eu sinceramente defendo o que acredito. E eu acredito em mim. Acredito nas minhas verdades, estejam elas erradas ou não, defendo-as como se fossem meus filhos, como se fossem meus amigos.
Perdi a conta de quantas vezes, durante esses conturbados 20 anos de vida, dei minha cara a tapa por alguém, me atirei na frente de pessoas pra que qualquer coisa de ruim que pudesse acontecer chegasse a mim primeiro. E se tudo isso que me disponho a fazer me trouxer um sorriso no final, tudo fica bem. Estou pronta pra outra. E essa é a minha maior verdade.
Gosto de pessoas que riem e choram comigo. Ter dessas comigo é o que me dá motivos pra continuar. E por essas, por essas raras e especiais pessoas que eu tenho a sorte de ter comigo, sou capaz de dar meu sangue.
Se isso, se trocar a vida inteira por um pequeno gesto cheio de verdade é ser canceriano, eu sou canceriana. E das boas.
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