1 de janeiro de 2012

how my heart behaves

Dia primeiro de janeiro de 2012. O ano do fim do ano. Ano regido pela Lua. Ano do signo de câncer. Olho ao redor e procuro semelhanças com os amigos que compartilham comigo do signo. Difícil, são todos tão carentes e românticos e sonhadores e sensíveis. E bonitos. E verdadeiros!

Às vezes me pergunto no que realmente acreditar quando se trata de minha personalidade.


Hoje, às 2h21 do dia primeiro de janeiro, usando uma roupa que não é minha e fumando um cigarro que não é meu, percebi que aquilo que minha amiga me disse é a mais pura verdade: eu sinceramente defendo o que acredito. E eu acredito em mim. Acredito nas minhas verdades, estejam elas erradas ou não, defendo-as como se fossem meus filhos, como se fossem meus amigos.

Perdi a conta de quantas vezes, durante esses conturbados 20 anos de vida, dei minha cara a tapa por alguém, me atirei na frente de pessoas pra que qualquer coisa de ruim que pudesse acontecer chegasse a mim primeiro. E se tudo isso que me disponho a fazer me trouxer um sorriso no final, tudo fica bem. Estou pronta pra outra. E essa é a minha maior verdade.

Gosto de pessoas que riem e choram comigo. Ter dessas comigo é o que me dá motivos pra continuar. E por essas, por essas raras e especiais pessoas que eu tenho a sorte de ter comigo, sou capaz de dar meu sangue.

Se isso, se trocar a vida inteira por um pequeno gesto cheio de verdade é ser canceriano, eu sou canceriana. E das boas.

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